segunda-feira, 25 de maio de 2009

A Praia



Danny Boyle trás em sua bagagem uma coleção de prêmios e filmes ótimos. O último, Quem Quer Ser Bilionário (Slumdog Millionare / 2008), foi vencedor de oito Oscars, sete BAFTA’s e quatro Globos de Ouro. Entre eles está A Praia (The Beach / 2000), uma adaptação do romance de Alex Garland.
Como fonte de críticas, A Praia pode ser tanto vista com bons ou maus olhos. Com as incríveis praias paradisíacas da Tailândia como cenário, uma trilha sonora ótima e atuação impecável, o filme recebeu indicações ao Globo de Ouro no Festival de Berlim.
Tudo começa quando Richard (Leonardo Dicaprio) se hospeda em um hotel barato em Bangcoc e conhece Patolino (Robert Carlyle), um homem alucinado pelos anos de uso de drogas que, de uma forma paranóica, conta a ele sobre uma ilha secreta, uma espécie de paraíso na Terra. No dia seguinte Richard encontra um pequeno mapa na porta de seu quarto e logo descobre que Patolino se suicidou cortando os pulsos. Interpretando aquele acontecimento como uma mensagem de que deveria fazer algo diferente de todos os turistas resolve procurar o lugar.
Nesse mesmo hotel conhece François (Virgine Ledoyen) e Étienne (Guillaume Canet), um casal francês também de passagem por Bangcoc como turistas. Richard então os convence a segui-lo na busca da tal ilha.
No meio do caminho descobrem que, além de ser uma ilha isolada, não há barcos disponíveis para levá-los. São obrigados então a arriscar suas vidas nadando até lá. Ao chegarem acabam por passar por mais inúmeros perigos até chegarem ao destino.
Lá descobrem que um grupo de pessoas forma uma comunidade e convivem passivamente. São recebidos com animação e criam em suas mentes a idéia de que ali é o lugar perfeito, o paraíso, mas logo esse ideal desmorona quando vários problemas começam a afetar a todos, levando ao caos e a desordem onde a única solução, apesar de ser proibida, é sair.
Esse ideal de paraíso é algo que o ser humano se apega quando vai sonhar e a mensagem do filme, acredito eu, seja que o paraíso só existe mesmo na imaginação do Homem. Não há como existir um paraíso onde tudo interaja em harmonia. Esse suposto paraíso que persegue nossas mentes é feito sim de momentos e não uma coisa contínua porque até mesmo o paraíso cansa.
Minha concepção desse filme é mediana. O que mais me leva a assisti-lo é a cena final. É a mensagem que fica quando Richard olha para a tela do computador; o paraíso não precisa não existir, ele só precisa não tomar conta da sua mente.

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